Brioche de leite

Tenho paixão por pão caseiro, já confessei aqui em outros posts... 
Esse brioche é fofinho, gostoso e dá para usar até para fazer sanduíches.
E a massa pode ser aproveitada para fazer pão em forma de bolo inglês também.






Ingredientes


medida: copo de requeijão


1 1/2 copo de leite morno
1/2 copo de água morna
2 colheres de sopa de fermento biológico
3 ovos + 1 para pincelar
1/2 copo de açúcar
1/2 copo de óleo de milho ou canola
1 colher de chá de sal
+- 1 kg de farinha de trigo de boa qualidade (D.Benta, Sol, Sadia)


1. Inicie colocando o fermento para levedar. Coloque a água morna, 2 colheres de sopa de açúcar, o fermento e 2 colheres de sopa de farinha de trigo numa vasilha pequena, tampe e deixe levedar.


2. Enquanto isso, coloque os ovos, o leite, açúcar restante, sal e o óleo numa bacia e misture bem (se puder, use os batedores da batedeira para pão).


3. Adicione o fermento já dissolvido na mistura anterior e vá adicionando a farinha de trigo aos poucos (se puder, continue batendo com a batedeira até onde puder). Quando a massa estiver elástica, salpique farinha de trigo numa bancada e despeje a massa. Sove com as mãos, mas não coloque muita farinha para o pão não ficar pesado. 
Se grudar, passe óleo nas mãos.






4. Deixe a massa descansar uns 30 min.  na bacia tampada. Modele os pães no formato que desejar e deixe crescer novamente num tabuleiro untado até dobrar de volume. Pincele com o ovo batido e coloque para assar.








5. Pré aqueça o forno em temp. média e asse os brioches até dourar.
Pode também rechear com pedaços de queijo muzzarela ou minas.











Caldo de abóbora com carne seca

Caldo é uma das comidinhas mais aconchegantes que eu conheço.
Na verdade, sempre achei que caldo é o nome moderninho que inventaram para a deliciosa "sopa" das nossas mamães.

Difícil é escolher o sabor, dentre tantos: de mandioca com costela (vaca atolada), caldo verde, de mandioquinha, canjiquinha, enfim...

Também gosto de caldos porque a gente pode fazer inúmeras combinações de verduras com carnes que dá certo.

Esse que trago hoje é um dos meus favoritos.

Ingredientes

3 xícaras de abóbora japonesa cortadinha
4 colheres de sopa de óleo
1/2 cebola picada
3 dentes de alho socados
1 tomate picado
cheiro verde a vontade
pimenta do reino e sal a gosto
pimenta de cheiro, se gostar
200 gr de carne seca dessalgada

1. Aqueça numa panela de pressão 2 colheres de óleo e coloque a carne seca, refogando e deixe-a cozinhar bem. Retire do fogo, reserve a água do cozimento e desfie a carne. Reserve.

2. Em outra panela, refogue a cebola, o tomate e o alho no óleo restante. Adicione a abóbora picada, as pimentas e sal a gosto. Coloque água do cozimento da carne e se faltar, acrescente quanto baste. Quando estiver cozida, bata no processador ou liquidificador.

3. Volte para a panela e adicione o cheiro verde, a carne desfiada e deixe ferver até o ponto que desejar.

Sirva com torradas ou coloque dentro de um pão italiano grande sem o miolo.














Pão de queijo

Tô com mania de comida mineira esses dias.
E quem ocupa um lugar de muito destaque nas "minas" é o famoso pão de queijo.
A minha família tem a "mestre Yoda" dessa delícia: a tia Lú. Ninguém faz pão de queijo como ela... mas como não temos as suas mãozinhas de fada aqui perto da gente, vamos tentando fazer o pão de queijo do nosso jeito mesmo, né... fazer o que? :)

A tia Lú diz que o segredo é o tipo de queijo e tem que ser minas curado ralado na hora, em casa. Pelo menos um ovo caipira na receita também ajuda na qualidade da massa.

Eu desenvolvi a minha receita e até que fica bom... :)



Ingredientes


Medida: copo de requeijão

3 copos de queijo minas curado ralado
3 copos de polvilho doce
1/2 copo de água
1/2 copo de leite
1/2 copo de óleo
3 a 4 ovos
2 colheres de sopa de margarina
1 colher de café de sal

1. Coloque o leite, a água, o sal, o óleo e a margarina para ferverem juntos.

2. Numa bacia, coloque o polvilho seco e despeje a mistura quente aos poucos. Vá misturando com a colher até ficar úmido. Essa massa não deve virar uma pasta, mas ficar meio esfarelada.

3. Deixe esfriar um pouco e ainda morna, acrescente o queijo e por último os ovos, sovando bem a cada adição.

4. Sove até desgrudar da bacia. Se precisar, adicione mais um ovo ou uma gema, pois depende muito do tamanho do ovo, da quantidade de gordura que tem o queijo, etc.

5. Faça as bolinhas com a mão untada em óleo. Coloque-as num tabuleiro (sem untar) e asse em forno alto pré-aquecido por uns 15 min. 
Dica: O forno para assar pão de queijo é sempre bem quente
Outra dica: você pode congelar as bolinhas e assar posteriormente. Não precisa descongelar por completo, mas deve pre aquecer o forno.

Servir com cafezinho quente, não tem coisa melhor.
E um VIVA os mineiros (ou goianos?) que inventaram essa receitinha deliciosa.

Existe uma certa rivalidade entre eles e tem até uma piadinha que diz que os mineiros fazem o melhor pão de queijo, mas os goianos dizem que fazem os melhores queijos... então... façam suas apostas!







Arroz com pequi

Eita trem gostoso, vixi... assim dizem os goianos, mineiros e afins.
Não é preferência nacional pois é bem típico da região central do Brasil. Mas faz parte do time de comida que ou você ama ou odeia.
O cheiro é forte, e pra quem gosta, é maravilhoso.
Pra quem não conhece, acha que tem algo estranho no ar, como aconteceu com minha cunhada que foi fazer na casa dela em Santa Catarina, e foram bater na porta dela perguntando se tinha algo errado!!! :)

Olha o que diz a Wikipédia sobre o fruto goiano:

O Pequi (Caryocar brasiliense; Caryocaraceae) é uma árvore nativa do cerrado brasileiro, cujo fruto, embora muito utilizado na cozinha nordestina, em Goiás , Mato Grosso e norte de Minas Gerais, é considerado tipicamente goiano.

Dele é extraído um azeite denominado azeite de pequi. Seus frutos são também consumidos cozidos, puros ou juntamente com arroz e frango. Seu caroço é dotado de muitos espinhos, e há necessidade de muito cuidado ao roer o fruto, evitando cravar nele os dentes, o que pode causar sérios ferimentos nas gengivas. O sabor e o aroma dos frutos são muito marcantes e peculiares. Pode ser conservado tanto em essência quanto em conserva.





Mas enfim... o pequi é assim mesmo: controverso. Ainda assim, nada como uma boa galinhada ou arroz com o danadinho.

Como eu disse, tô na fase do básico, daí trouxe hoje a receita do meu arroz com pequi, aprendido com a família goiana (titia Luzia, mamãe...).

E atenção: esses da minha receita foram tirados do quintal do Tio Robson :))


Ingredientes

2 xícaras de arroz lavado e escorrido
2 colheres de sopa de óleo
2 dentes de alho socados
2 a 3 xícaras de água quente
1/2 cebola picada
pitada de açafrão
sal a gosto
+- uns 10 pequis

1. Comece aquecendo o óleo numa panela média. Adicione os pequis e vá mexendo bem até perceber que está soltando aquela corzinha amarelada na panela.
Esse processo ajuda a soltar o óleo do pequi que vai dar cor e sabor ao arroz.



2. Adicione na sequência a cebola, o alho e continue refogando.

3. Acrescente o arroz, um pouquinho de açafrão (1/2 colher de chá), o sal a gosto e mexa bem.

4. Coloque 2 xícaras de água quente e aguarde cozinhar em fogo alto.



5. Quando estiver quase seco, observe se está bem cozido ou no ponto que gosta do arroz. Se precisar, adicione mais um pouco de água, coloque no fogo baixo e espere secar.

6. Salpique cheiro verde ou pimenta de cheiro sobre o arroz na hora de servir, se gostar!!!

E chame as "parentadas" goianas para ver aquela alegria :)


Batata "sauter"

Estou numa fase meio básica, ou seja, nada muito complicado na cozinha. Acho que o espírito de férias ainda tah rondando.

Batata é só o que rola lá em casa. Frita, cozida, assada, enfim... refogada, ou melhor: sauter, do francês - refogar (culinária). Nunca vi escrito assim, mas juro que consultei o dicionário para não errar muito feio.

Então, segue a receita simples, básica mas muito gostosa.



Ingredientes

4 a 5 batatas médias cortadas em pedaços pequenos
água com sal quanto baste
2 colheres de sopa de manteiga de leite
pitada de sal e pimenta do reino moída
1/2 cebola ralada ou picada
2 dentes de alho socados
cheiro verde a gosto (cebolinha e salsa)

1. Inicie colocando a batata para cozinhar em água e sal. Quando estiver macia, escorra e reserve.

2. Numa panela, aqueça a manteiga, doure a cebola, acrescente o alho, mexa mais um pouco e coloque a batata cozida.

3. Prove e se precisar adicione mais sal e pimenta do reino a gosto.

4. Mexa delicadamente e acrescente por último o cheiro verde picadinho.

5. Eu coloquei queijo ralado, porque gosto bastante. Pode inovar adicionando orégano também.

E ainda, teste com mandioca cozida picada... é a preferência dos meus kids...fica bom demais.

Bacalhau fresco - assado com batatas

Verão combina com comida fresca. Peixe é a pedida, né?

Já ouvi um chef (o maravilhoso Claude Toisgros) explicando que não existe bacalhau fresco, porque bacalhau é o nome do processo de salgar o peixe que na verdade se chama Cod.
Vejam esse link que explica tudinho:
http://www.bacalhau.com.br/loja/faq/resp_01.htm

O bacalhau tem sua origem em um peixe nobre que vive nos mares limpos e frios do Atlântico Norte cuja carne, seca e salgada, é muito apreciada na culinária internacional, há centenas de anos.


O peixe se transforma em bacalhau após passar por um processo de salga e cura, onde é retirada em média 50% da sua umidade.


O nome científico do peixe é Gadus Morhua.


Também é conhecido internacionalmente como Cod.


Com o passar do tempo, outros peixes salgados e secos também passaram a ser comercializados como o Saithe, o Ling, o Zarbo e, mais recentemente, o Cod Gadus Macrocephalus, mas atenção! apenas o Cod - Gadus Morhua é o Legítimo.






Outro dia vi o bacalhau, quer dizer o Cod num mercado e não pensei 2 vezes.
Resolvi arriscar e fiz assado.
Mas se não encontrar o peixe fresco, faça com o bacalhau dessalgado, que fica bom também.
Ingredientes




Um peixe de +-1 kg temperado com sal grosso (a gosto) socado no pilão com 3 dentes de alho e pimenta do reino
4 a 5 batatas em rodelas
1 pimenta dedo de moça fresca
1 cebola grande em rodelas
1 pimentão vermelho em rodelas
suco de limão siciliano e rodelas (se gostar)
azeite de oliva quanto baste


1. Tempere o peixe em pedaços com o sal grosso, alho, suco de limão e pimenta do reino. Deixe marinar uns 30min.


2. Regue uma refratária com azeite de oliva a gosto.


3. Espalhe as rodelas de cebola, pimentão, batatas e pimenta dedo de moça ou de cheiro.




4. Coloque as postas de peixe temperadas, jogue mais um pouco de azeite e cubra com papel alumínio.


5. Leve para assar por uns 40 min.


SE preferir, coloque também cheiro verde ou pimenta de cheiro.




Frango Xadrez

Comecei o ano com vontade de comer frango xadrez. Gosto muito de comida chinesa - à moda brasileira, porque, convenhamos: comer carne de cachorro e inseto frito como eles comem, tô fora... culturas à parte, ninguém merece né.

Minha versão de frango xadrez com gengerlim segue aqui:



Ingredientes

500 g de peito de frango picado em cubos
pimenta do reino moída e sal a gosto
2 colheres de sopa de óleo
molho shoyo quanto baste
2 cenouras médias cortadas em tiras à juliane (tirinhas na transversal)
1 colher de sobremesa de maizena (usei fécula de batata pq dá brilho)
1/2 copo de água para dissolver o amido acima
1/2 colher de sobremesa de gengerlim para decorar
1 cebola média cortada em cubos
1/2 pimentão vermelho ou verde cortado em cubos
amendoim torrado sem casca a gosto

1. Tempere o frango em cubos com sal e pimenta e uma colher de sopa de shoyo (cuidado com a quantidade de sal, pq se usa shoyo e ele é bem salgado).

2. Aqueça 2 colheres de sopa de óleo (pode substituir uma colher por óleo de gengerlim) numa panela wok (figura abaixo).


Vide receita do yakissoba

3. Coloque o frango temperado e vá mexendo até ficar cozido.

4. Adicione a cenoura e deixe cozinhar mais uns 3 min. mexendo sempre.

5. Coloque os pimentões e a cebola cortada e cozinhe mais 1 min. sem deixar mto moles.

6. Por fim, adicione mais 1/2 xícara de shoyo e a maizena dissolvida na água.
Mexa até engrossar e acrescente o amendoim. Misture tudo e então salpique o gengerlim para decorar. 

Pode servir com arroz branco.